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São Paulo sofre com jogadas aéreas; Leão busca solução

POR ÉRICO LEONAN 24.02.12 às 08h05

São Paulo - O São Paulo ocupa o quinto lugar no Campeonato Paulista e muito desta modesta colocação se deve aos 11 gols que o Tricolor levou em nove rodadas. Para melhorar a defesa, o técnico Emerson Leão fez uma análise do sistema defensivo e descobriu que o problema está nos cruzamentos na área.

Até aqui, o goleiro Denis já buscou oito bolas no fundo das redes com as mesmas "características": todas em bolas alçadas na área. O expressivo número de gols sofridos pode estar ligado ao tamanho dos zagueiros. Paulo Miranda e Edson Silva, parceiros de Rhodolfo, são menores do que o antigo dono da posição, Xandão. O atual defensor do Sporting tem 1,93 m de altura. São quase 10 centímetros a mais do que Paulo Miranda (1,85 m). Já Edson Silva, que estava em campo contra Oeste e Bragantino, quando o Tricolor levou dois gols pelo alto, tem 1,87 m.

“Isso é um fator, realmente, preocupante. Nós temos que pôr na cabeça isso e corrigir. Nossa equipe tem bons cabeceadores e acredito que podemos ajustar isso nos treinamentos. Eu, por exemplo, fico sempre no primeiro pau em cobranças de escanteios e faltas. Porém, se a bola subir muito, não consigo afastar o perigo. Até porque não sou boneco de Olinda, né? E é impossível saltar tão alto”, brincou o meia Cícero, com seu 1,80 m de altura.

Apesar das brincadeiras, o camisa 16 fez questão de falar sério, após ser questionado sobre como o São Paulo poderia resolver o problema, já que tem pela frente o clássico contra o Palmeiras, que tem no elenco Marcos Assunção, especialista em bola cruzada na área.

“Já tomamos isso como lição, no empate com o Bragantino (3 a 3). Nos treinos, o Leão vai aprimorar o posicionamento da defesa para não tomarmos mais gols de bolas aéreas”, emendou.

O pequeno Jadson (1,68 m) reforçou o discurso.

“Ultimamente, sofremos com bolas aéreas e temos dificuldades nisso. Mas, no dia a dia, vamos trabalhando e acertando esses detalhes.”

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